Aquário de Santos
Por que visitar: são 150 espécies e cerca de 4 mil animais, desde pequenos invertebrados até mamíferos marinhos. O mais antigo aquário do país e o segundo parque mais visitado do Estado ainda possui tanques para pingüins, carpas, lobo-marinho e de reabilitação.
O que abordar com seu filho: a importância da preservação do mar. “A poluição do mar mata 1 milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos por ano”, explica Maricene Santos dos Passos, coordenadora do setor educacional do aquário. Além de passar informações em placas, o aquário mostra como os animais são afetados, exibindo, por exemplo, o conteúdo estomacal de uma tartaruga que ingeriu lixo. “Não existe melhor fiscal dentro de casa do que os filhos. A partir do momento que a criança se conscientiza, os pais se policiam para jogar menos lixo em ruas e praias”, explica a coordenadora.
Não deixe de ver: o tanque de toque. Ali, você pode tocar com as mãos pequenos animais marinhos, como ouriços, anêmonas e estrelas-do-mar.
O que a escola pode trabalhar: ciclo de vida de todos os animais marinhos, mostrando as diferenças para explicar sua classificação. “Do ciclo de vida das tartarugas ao polêmico tubarão que, ao contrário do que muitos pensam, pode ser até dócil”, diz Maricene Passos. O agendamento deve ser feito com um mês de antecedência no Núcleo de Educação Ambiental do Aquário, no tel. (13) 3236-9996, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Na agenda: av. Bartolomeu de Gusmão, s/n°, Ponta da Praia, tel. (13) 3236-9996. site:www.vivasantos.com.br/aquario. De terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, domingos, feriados, das 9h às 20h.
Entrada: R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuita para menores de 12 e maiores de 60 anos.
Catavento Cultural e Educacional
Por que visitar: é a melhor novidade de 2009. Construído no Palácio das Indústrias, possui, em 4.000 m², 4 quatro seções Universo, Vida, Engenho e Sociedade que buscam aproximar o público jovem do mundo das ciências e das necessidades sociais.
O que abordar com seu filho: a atração “Alertas” pode ser ótima oportunidade para pais e filhos discutirem temas polêmicos como sexo e drogas, tabus para muitas famílias. Por meio de painéis, simulações de computadores, vídeos e outros recursos interativos, são mostrados os efeitos das drogas no corpo e ensinados métodos de prevenção de gravidez e de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST`s). Em uma das brincadeiras, os visitantes são desafiados a atravessar a sala com um par de óculos que simula a visão de um bêbado. (Essa seção só é permitida para crianças acima de 13 anos de idade).
Não deixe de ver: para explicar os conceitos e introduzir os visitantes à nanociência, há uma gincana eletrônica desenvolvida pela Unicamp, conhecida como “Nanoaventura”. “A pessoa pode entrar de mau humor que sai dando risada”, diz Sara Heck, da área de institucional e de comunicação.
O que a escola pode trabalhar: todas as atrações ilustram conceitos trabalhados em aula, especialmente em ciências. A seção do “Engenho”, com seus experimentos de física, pode ser uma maneira de explicar aos alunos como funcionam as coisas, desde uma hidrelétrica a uma bolha de sabão. As visitas têm 2h de duração e podem ser agendadas, com antecedência, pelo telefone (11) 3315-0051.
Melhor para: crianças acima de 7 anos.
Na agenda: Palácio das Indústrias, Parque D. Pedro II, tel. (11) 3315-0051, site:
Masp
Porque visitar: pelo acervo de 8 mil peças de altíssimo valor artístico -- obras brasileiras e estrangeiras, do período clássico ao moderno, estão dispostas em salas que tratam do mito, arte religiosa, retratos, paisagens e naturezas-mortas.
O que abordar com seu filho: quadros de diferentes períodos históricos podem suscitar uma discussão sobre padrões estéticos em diferentes épocas. Além disso, a criança pode ser estimulada a reproduzir em desenhos as obras que viu no museu.
Não deixe de ver: as obras de Picasso, Monet, Rafael e Portinari
O que a escola pode trabalhar: o rico acervo do MASP permite trabalhar diferentes conceitos, relacionados a áreas diversas, como o ensino de arte e de história. “Cada escola é livre para trabalhar os conteúdos que desejar, sem interferências do museu”, explica Paulo Portella Filho, coordenador do Serviço Educativo do MASP. Organiza visitas monitoradas, voltada para escolas públicas e particulares. O agendamento deve ser feito pelo telefone (11) 3283-2585, com Fabiana Vilela. Também realiza capacitações gratuitas voltadas para professores de arte e educadores – o curso introduz a cultura figurativa ocidental a partir da análise de obras escolhidas da Coleção do MASP. Professores interessados em trazer alunos para visitar o museu com a monitoria do Serviço Educativo podem ser treinados às quintas-feiras, das 14h às 16h, mediante agendamento pelo telefone (11) 3251-5644, ramal: 2113. O serviço é gratuito.
Melhor para: crianças a partir dos cinco anos, que podem participar das oficinas educativas.
Na agenda: avenida Paulista, 1578, Cerqueira César, (11) 3251-5644; www.masp.art.br. 3ª/4ª 11h/17h, 5ª 11h/19h e 6ª/dom 11h/17h.
Entrada: R$ 15. Grátis para menores de dez anos, maiores de 60 anos e às terças- feiras.
Memorial do Imigrante
Por que visitar: tem o maior acervo de documentação sobre a imigração para o Brasil na passagem do século XIX para o XX. Sede da extinta Hospedaria dos Imigrantes, no bairro da Mooca, tem salas que contam fatos dramáticos da história. Ainda serve como hospedaria, não para imigrantes, mas sim para moradores de rua, que recebem comida e abrigo.
O que abordar com seu filho: as origens da família. “O memorial possui um setor de busca multimídia em que o visitante pode buscar o nome do parente e verificar se ele passou pela hospedaria e outro que consta os nomes de todos os imigrantes que desembarcaram no porto de Santos. A partir disso, a criança consegue dados sobre a data da chegada, o navio e as pessoas que estiveram junto a seu parente, o aproximando da realidade do imigrante”, conta a coordenadora de projetos do Memorial, Soraya Moura.
Não deixe de fazer: o passeio de Maria Fumaça, transporte público de época (R$ 4). Podem ser vistos vários trens e vagões parados que estão prestes a serem reformados, que contrastam com os trens do século passado.
O que a escola pode trabalhar: “a imigração, o crescimento e construção da cidade de São Paulo. Outro assunto de extrema relevância é o desenvolvimento da economia cafeeira. No memorial há uma exposição exclusiva sobre este período econômico, o que pode facilitar a compreensão”, completa Soraya. A monitoria deve ser agendada pelo telefone (11) 2692-1866.
Melhor para: qualquer idade.
Na agenda: rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca, tel. (11) 2692-1866, site: www.memorialdoimigrante.org.br. De terça-feira a domingo, das 10h às 17h.
Entrada: R$ 4 e R$ 2 (meia). Gratuita para menores de 7 anos e idosos.
Museu da Lígua Portuguesa
Porque visitar: é a maneira mais lúdica de conhecer o idioma. Tem vídeos, tecnologia, atividades interativas e exposições que surpreendem. Fique de olho na agenda cultural: Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Gilberto Freyre e Machado de Assis já foram homenageados com exposições temporárias.
O que abordar com seu filho: "o legal é explorar com os filhos as Palavras Cruzadas, totens dedicados às línguas que influenciaram o português. Lá descobrirão palavras que vieram do Tupinambá, das línguas africanas, do inglês, francês e outras línguas de imigrantes. Vale pesquisar com as crianças em quais as áreas cada cultura contribuiu mais. A maioria dos nomes de animais e de lugares, por exemplo, é de origem Tupinambá”, diz a coordenadora Marina Toledo. “É interessante, também, jogar no Beco das Palavras, e chamar a atenção das crianças para a história das palavras, como elas eram em sua origem e foram se transformando até chegar ao nosso português".
Não deixe de ver: o vídeo exibido no 3º andar, que dá passagem à emocionante exibição de imagens e sons com versos da literatura brasileira.
O que a escola pode trabalhar: "o aspecto do dinamismo da língua, de como cada um de nós, falantes da língua portuguesa, continuamos construindo a língua em nosso cotidiano, criando expressões, gírias. Explorar nossa identidade e diversidade, isto é, o quanto a língua nos une e ao mesmo tempo é diversa em sotaques e expressões em cada canto do país", completa Marina Toledo.
Agendar as visitas monitoradas para grupos no agendamento@museudalinguaportuguesa.org.br.
Melhor para: crianças alfabetizadas
Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/atracoes-educativas





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